
Isadora Matias é artista visual e curadora independente do lado leste do mapa paulistano, podcaster e mestranda em Estética e História da Arte pela Universidade de São Paulo. Entre arquivos, telas e ruídos digitais, movimenta-se como uma “erva daninha digital”, criando deslocamentos poéticos e críticos nas formas de pensar imagem, corpo e tecnologia na contemporaneidade.
Integra o Grupo de Estudos Entremeios (CNPq) e o Núcleo de Curadoria Expandida. Atua como uma das hosts dos videocasts Vozes da Arte e Oi Artista, projetos dedicados à difusão crítica da arte contemporânea de maneira acessível, articulando pesquisa, mediação cultural e debate público por meio do audiovisual.
Seu trabalho transita entre práticas curatoriais, investigação acadêmica e experimentações em arte e tecnologia, atravessado por perspectivas contra-hegemônicas.
Minha prática artística emerge das margens da Zona Leste de São Paulo para desafiar o núcleo das estruturas tecnológicas globais. Investigo como as intersecções de gênero, raça e classe são codificadas e tornadas invisíveis pelas máquinas que moldam nossa percepção da realidade. Atualmente, por meio do Mestrado em Estética e História da Arte pela USP, ancoro esse trabalho em uma perspectiva crítica feminista compreendendo o ambiente digital não como um espaço neutro, mas como um território em disputa, marcado pelo colonialismo digital.
Diante da precisão opressora desses sistemas, adoto a Glitch Art não apenas como estética, mas como tática de subversão. Utilizo intervenções como o databending para forçar o colapso da máquina, convertendo a falha técnica em gesto político deliberado. O erro é a fresta por onde escapa aquilo que o algoritmo tenta domesticar. Ao desestabilizar narrativas visuais hegemônicas, exponho os estereótipos que estruturam esse colonialismo de dados. Meu trabalho é um convite à resistência.
Seleção de Exposições
Exposições Coletivas
2026 — 5 Festival Vórtice. República, São Paulo, Brasil.
2026 — Contaminações. Estúdio Tortto, Vila Madalena, São Paulo, Brasil.
2026 — Inova USP: Arte e Meio Ambiente. Butantã, São Paulo, Brasil.
2026 — Belas Artes Centenário: 100 Desenhos. Vila Mariana, São Paulo, Brasil.
2025 — Mostra BA 2025.2: Cultura e Pertencimento. São Paulo, Brasil.
2025 — Exposição Coletiva Galpão 556. Barra Funda, São Paulo, Brasil.
2020 — Ano passado eu morri, esse ano eu não morro. IV Mostra de Arte e Cultura do IFSP. São Paulo, Brasil.
2019 — Exposição Sarau100zala. Casa de Cultura Municipal Freguesia do Ó, São Paulo, Brasil.
Curadoria
3 na Linha
2026 | Sala Acima – Casa Bradesco
Curadoria realizada em parceria com Rodrigo Muniz.
A exposição reuniu obras de Diego Crux, Marina Ceglie da Silva e Evandro Lima, propondo reflexões sobre futebol, memória, coletividade e produção de sentidos na arte contemporânea.
Arte, Memória, Identidade e Inteligência Artificial
2026 | Sala Acima – Casa Bradesco
Curadoria e organização de mesa de debate realizada no âmbito do Núcleo de Curadoria Expandida.
O encontro reuniu Rosane Borges, Jeane Cooper e Guilherme Bretas para discutir as relações entre arte, tecnologia, memória e identidade, abordando os impactos da inteligência artificial na produção de narrativas, imagens e formas de percepção contemporâneas.
Indígenas no Brasil: Políticas e Presença Midiática
2026 | Sala Acima – Casa Bradesco
Cocuradoria com Fernanda França e organização de mesa de debate realizada no âmbito do Núcleo de Curadoria Expandida (NCEx-USP).
O encontro reúne Brisa Flow, Irineu Nje’a Terena e Sassá Tupinambá para discutir representatividade, comunicação e os desafios da construção de novas narrativas sobre os povos indígenas no Brasil contemporâneo.
A conversa aborda questões relacionadas à identidade, território, cultura, protagonismo indígena e presença midiática, refletindo sobre os modos como os povos originários têm ocupado espaços de fala, produção cultural e circulação de conhecimento, ampliando perspectivas sobre a diversidade indígena no país.

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