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NA MATRIX (2025)

Esta pesquisa, materializada na instalação de videoarte NA MATRIX (2025), investiga
como a prática artística pode funcionar como uma crítica contundente aos vieses
algorítmicos e ao colonialismo digital inerentes às inteligências artificiais generativas. A
obra fundamenta-se em intervenções digitais que se apropriam de conceitos e práticas
do movimento Glitch Art, articulados pela potente metáfora das ervas daninhas como
agentes hackers indesejados e resilientes que infestam e corrompem sistemas ordenados
e problemáticos. Através da técnica do databending, onde o código de imagens geradas
por IA é manualmente corrompido em editores de texto, a obra opera uma
desobediência visual. Essa estratégia estética visa desestabilizar as narrativas visuais
hegemônicas, expondo as falhas e os estereótipos opressivos (de gênero, raça e classe)
que essas tecnologias reproduzem, tornando visível a exclusão de corpos periféricos e
dissidentes.

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